O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou o Plano da Operação Energética 2025 (PEN 2025) e soou um alerta: sem novos leilões de reserva de capacidade, o país pode enfrentar dificuldades para atender à demanda nos horários de pico — sobretudo no final da tarde — já a partir de 2025.
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Hidrogênio Renovável: O Futuro Energético do Brasil
A aprovação recente do marco regulatório para o setor de hidrogênio renovável (H2R) pela Câmara dos Deputados marca um passo crucial para o desenvolvimento do mercado brasileiro, tanto para exportação quanto para consumo interno.
Para cobrir esse “vale” de potência, o estudo indica duas saídas imediatas: acionar termelétricas flexíveis e, se necessário, restaurar o horário de verão (suspenso em 2019). A reedição do adiantamento dos relógios reduziria o consumo no início da noite, mas não resolve o problema estrutural: a matriz está mudando rápido.
Entre 2024 e 2029, o Brasil deve adicionar 36 GW de capacidade instalada, em sua maioria solar fotovoltaica e eólica. A previsão é de que, em 2029, a geração solar — incluindo a mini e microgeração distribuída — represente 32,9 % da matriz, tornando‑se a segunda maior fonte do Sistema Interligado Nacional (SIN).No entanto, o consumo de energia atinge seu pico entre o final da tarde e o início da noite, das 18h às 21h. Nesse período, fontes como a eólica e principalmente a solar geram pouca ou nenhuma eletricidade, o que aumenta a necessidade de outras formas para suprir a demanda do sistema elétrico.
O ONS reforça que, além de leilões anuais de potência, o sistema precisará de recursos capazes de variar rapidamente sua produção: termelétricas de acionamento ágil, hidrelétricas com operação flexível, armazenamento em baterias e soluções de resposta da demanda. A expansão de cargas especiais, como data centers e plantas de hidrogênio verde, só amplia a urgência.
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COP30: A Urgência do Financiamento Climático Global
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reforçou recentemente a urgência em viabilizar os US$1,3 trilhão anuais prometidos para ações climáticas globais, valor que foi estabelecido como meta durante as edições anteriores da COP (Conferência das Partes).
Em resumo, a volta do horário de verão pode aliviar o curto prazo, mas a segurança energética exige planejamento de longo prazo e investimentos em fontes renováveis integradas a tecnologias de flexibilidade. Esse é o caminho para garantir energia firme, limpa e competitiva nos próximos anos.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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