Brasil entra no Top 5 mundial de energia eólica e Nordeste lidera expansão do setor

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A energia eólica deixou de ser uma promessa para se consolidar como um dos principais pilares da matriz elétrica brasileira. O avanço dos investimentos e as condições naturais favoráveis colocaram o Brasil entre os cinco maiores mercados mundiais em capacidade instalada de geração eólica onshore.

Segundo dados do Banco do Nordeste (BNB), referentes a dezembro de 2025, o Brasil contava com 1.132 usinas eólicas em operação, somando 34,6 GW de potência instalada. O resultado reforça a relevância que a fonte passou a ocupar no sistema elétrico nacional.

Nordeste concentra a maior parte da capacidade

O crescimento da energia dos ventos no Brasil tem um protagonista claro: o Nordeste.

A região reúne 1.026 parques eólicos, responsáveis por aproximadamente 32,1 GW de capacidade instalada, cerca de 93% do total nacional.

Bahia e Rio Grande do Norte se destacam como os principais polos dessa expansão. Juntos, os dois estados concentram aproximadamente 64% da potência eólica instalada no país.

Essa liderança está diretamente relacionada às características naturais da região. O Nordeste possui algumas das melhores condições de vento do mundo, com correntes de ar fortes, constantes e com baixa variação ao longo do ano.

Para os projetos eólicos, essa regularidade representa maior produtividade dos aerogeradores e contribui para a eficiência e a atratividade econômica dos empreendimentos.

A complementaridade com as hidrelétricas

Outro fator estratégico da geração eólica brasileira é sua complementaridade com a geração hidrelétrica.

Os períodos de maior intensidade dos ventos costumam coincidir com a estação seca, justamente quando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas tendem a diminuir.

Na prática, a geração eólica contribui para compensar parte da redução da geração hidrelétrica nesses períodos, ajudando a diversificar a matriz e aumentando a segurança do sistema elétrico brasileiro.

Essa característica reforça o papel estratégico da fonte eólica para um sistema energético que busca maior diversificação e confiabilidade.

Tecnologia impulsiona competitividade

A evolução tecnológica também tem papel importante na expansão da energia eólica.

Os avanços nos aerogeradores permitiram aumentar a eficiência dos parques e reduzir custos de geração ao longo dos últimos anos.

Além disso, diferentemente das usinas termelétricas, os parques eólicos não dependem da compra de combustíveis para produzir eletricidade. A utilização de um recurso natural disponível contribui para a competitividade da fonte e reduz a exposição dos projetos às oscilações dos preços dos combustíveis.

Esse conjunto de fatores ajudou a tornar a energia eólica cada vez mais relevante para investidores e para o planejamento energético brasileiro.

Uma nova fase para o mercado eólico brasileiro

A posição alcançada pelo Brasil no mercado mundial demonstra a maturidade que a energia eólica atingiu no país.

Ao mesmo tempo, a expansão do setor traz novos desafios. O crescimento da geração precisa ser acompanhado por investimentos em transmissão, planejamento, infraestrutura e integração ao sistema elétrico.

Para o Nordeste, que concentra a maior parte da capacidade instalada, esse cenário representa tanto uma oportunidade de desenvolvimento econômico quanto a necessidade de estruturar a próxima etapa de crescimento.

O Brasil já construiu uma posição de destaque no mercado global de energia eólica. Agora, o desafio é transformar essa capacidade instalada em uma expansão cada vez mais eficiente, planejada e integrada às necessidades do sistema elétrico.

A força dos ventos colocou o país entre os protagonistas da geração renovável mundial. E o Nordeste continua sendo peça central nessa trajetória.

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